Dominus cordis... mas eu também sou.
Para Daniel.
Duvidar do fogo das estrelas,
do giro do Sol, da lógica dos astros —
tudo bem.
Mas como duvidar do amor que te dei,
se ele queimou minha pele e minha alma,
se te amei até nos silêncios que você fingia não ouvir?
Te amei como quem reza —
de olhos fechados,
cheia de fé mesmo sem garantias.
Te amei sem calendário, sem orgulho,
aceitando migalhas de presença,
como quem morre de sede e se contenta com orvalho.
Você era meu abrigo e meu vendaval.
Meu lar e meu desequilíbrio.
E mesmo assim, eu fiquei.
Mesmo assim, eu sonhei.
Mesmo assim, eu escolhi você…
todos os dias em que você não me escolheu.
Ame quem te quiser menos,
se isso te for mais fácil.
Mas saiba:
nenhum corpo vai tremer por ti como o meu.
Nenhuma boca vai calar suas angústias como a minha fazia.
Nenhum olhar vai enxergar tua alma ferida
e ainda assim decidir ficar.
Você me perde,
mas eu me encontro.
E mesmo que o mundo duvide,
mesmo que você só perceba tarde demais —
eu fui o amor que ninguém jamais vai te dar de novo.
Com ternura eterna,
Iz

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